O MOMENTO DECISIVO É AGORA
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Muitas campanhas começaram e seus candidatos não ganharam potência, não obtiveram um posicionamento satisfatório nas primeiras pesquisas. Isso não quer dizer ou significa uma tendência ampla e majoritária. Quer dizer apenas que neste momento, com cerca de 10 dias de campanha, já se desenham os candidatos de maior potencial. O número de indecisos entretanto é adequadamente ALTO, indecisos manifestos, é preciso explicar. Ess aaltitude de cerca de 40% das intenções de votos não demonstra o percentual enrustido na flacidez da opção declarada, o que indica uma faixa maior de eleitores incertos. Essa incerteza porém, também não quer dizer que esses votos ainda indefinidos sejam indefinidos. Não são. Tendem a seguir influências de opinião da parcela decidida. Tendem a ser distribuídos segundo a lógica estatística das probabilidades. A grande vantagem de quem aparece na dianteira é aproveitar-se desta inclinação para, através de qualitativas, afinar ainda mais seu discurso e reforçar os elementos que sustentaram essa projeção. A grande vantagem para quem está rabeira é poder avaliar seus pontos frágeis a tempo de construir novos marcos e diretrizes de planejamento. Em ambos os casos a pesquisa é uma ferramenta importante para contornar pressões negativas na imagem. Mas não pode ser dissociada de análise competente. Tem muito instituto que aplica regras estatísticas corretas na gestão da pesquisa mas não possui analistas competentes. E muitas campanhas também não possuem pessoas com visão estratégica de marketing que dê suficiência à pesquisa. Isso pode prejudicar candidatos bons, candidatos com imagem consistente e conteúdo demandado pela maioria dos eleitores. O melhor pode perder por causa dos detalhes, de escorregões na construção de conceitos ou de distorções na propaganda eleitoral. Um perfil pode ser reduzido numa foto, uma verdade pode ser fragilidade numa frase ou slogan mal construído. O apoio pode ser enfraquecido por erros na agenda e a evolução da campanha pode ficar incubada na ausência de métodos na montagem do cronograma de ações. Uma campanha eleitoral não pode ser administrada como um time de futebol. Essa metáfora reduz a dimensão técnica à possibilidade de que forças aleatórias derrote um projeto bem construído. Como um time vencedor que faz tudo certo, ataca o tempo todo, dá um show de capacidade ofensiva e defensiva, mas perde por causa de um único chute a gol. Campanha eleitoral não é isso. Dirigir uma campanha é estar atento às regras e aos elementos conceituais, é medir constantemente o cenário e ajustar as ações de comunicação e propaganda. Estamos hoje numa fase crucial e decisiva para PROMOVER uma derradeira IMERSÃO TÁTICA do corpo-a-corpo dos serviços de inteligência, analisar em profundidade o cenário e tomar as decisões mais estratégicas de todo planejamento da campanha. É o agora que manda. Os bons candidados vão se sobressair pela qualidade do seu trabalho de organização, de gestão dos métodos de campanha. Por isso, cuidem muito bem dos detalhes. E tenham bons conselheiros de campanha.

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