O tempo passou e quem não cuidou dos detalhes, quem não optou pela maneira correta de ser visto e compreendido, quem não se apresentou com o padrão esperado de credibilidade, perdeu.
Marcel Proust tinha razão em sua sensibilidade ao recordar poetica e detalhadamente o aroma do café da experiência vivida. Não só aprendia ao recordar como passeava prazerosamente nos próprios sentimentos e emoções. Esse equilíbrio entre o hábito de constatar e o prazer de viver define a contingência do destino.
Os candidatos a cargos majoritários começaram sua campanha e apostaram em estratégias de marketing um tanto difusas, mas pragmáticas em estilo e conteúdo. Consideraram o óbvio das principais demandas e solaparam o resto. Abusaram de jargões e estereótipos sociais. Com isso desgastaram os discursos reivindicatórios. Só não desgastaram a demanda.
Por outro lado estão meio cercados em suas limitações políticas e não conseguem sobrepujar, inovar com destaque. E quando o fazem um pouquinho mais, não alcançam confiança do eleitorado. Daí o placar está perdendo a volatilidade inicial.
Agora as curvas já apresentam indicadores claros de disputa. Para os que estão no topo ainda é possível aperfeiçoar o tirocínio e correr em busca do tempo perdido, ajustar os detalhes equivocados. Para os que ficaram prá baixo só restam reminiscências do que pdoeria ter sido e não foi.
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